Bagunça em sala de aula

Dia 25/06/2014 saiu uma matéria no site do Estado de São Paulo, falando sobre a Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis) que aponta que os professores perdem uma a cada cinco horas do tempo controlando a bagunça na sala. Não estou querendo tirar o mérito da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), responsável pela pesquisa, mas eu já sabia disso.
Não é necessário realizar nenhum estudo aprofundado para saber que um dos problemas do fracasso escolar é a indisciplina. Os alunos entram em sala cada vez mais desinteressados e descomprometidos com a educação, passam o tempo bagunçando ou tentando utilizar o celular.
Eu perco grande parte da aula, que só tem 50 minutos, tentando solicitar silêncio para fazer a chamada. Perco em torno de 10 minutos esperando que todos sentem e façam silêncio. 10 minutos de uma aula de 50 minutos, são 20%, os mesmos 20% que apontam na pesquisa. Porém quando vou para a quadra para explicar a atividade do dia perco mais 10 minutos pelo menos tentando juntar todos em silêncio no centro da quadra. Bom, posso então acrescentar a essa pesquisa que professores que saem da sala para dar as aulas em outro ambiente perdem o dobro do tempo com a indisciplina, ou seja 40% do tempo de aula.
Noto em sala de aula que as crianças estão indo para a escola sem noções básicas de educação, como pedir “por favor”, dizer “obrigada”, são coisas que eles deveriam trazer de casa. E isso dificulta em muito nosso trabalho. Além de ensinar os conteúdos das disciplinas temos que nos atentar a ensinar questões básicas de educação.
Todos os dias que entro na sala de aula vejo um aluno riscando a carteira, e lá vou eu pedir para que ele limpe. Será que na sua casa ele risca os móveis? 
O tempo todo temos que estar atentos a tudo na sala de aula, que está cada dia mais cheia. Temos que ficar atentos aos materiais da escola para que não sejam destruídos ou danificados, aos alunos para que não briguem, prestem atenção na aula, não utilizem celular e não baguncem,  ficar atentos ao conteúdo para que todos possam compreender e prestar atenção se algum aluno ficou com cara de dúvida sem ter coragem para perguntar na frente dos colegas… Ufa! Fica realmente difícil dar conta disso tudo.
A pesquisadora Gabriela Moriconi, da FCC, afirma que o corpo docente, em geral, é escasso, o que é uma verdade dolorosa para nós. A falta de funcionários nas escolas atrapalha muito na solução desses problemas. Com um grupo maior seria possível encaminhar o aluno para uma conversa com um psicologo ou assistente social para que ele justificasse o mal comportamento em sala. O aluno receberia um atendimento mais específico e o professor poderia continuar conduzindo a aula “normalmente”.
Outro ponto que a Gabriela ressalta é o tempo em que o professor tem para se dedicar ao planejamento de aulas. No exterior, normalmente, os professores trabalham em período integral em uma só escola, aqui no Brasil a maior parte de nós professores tem 2 ou 3 cargos, isso por conta dos baixos salários e do plano de carreira, o que acarreta na falta de tempo fora da sala de aula para planejar as aulas. 
Pensem nessa soma: aula má planejada + indisciplina em sala de aula = graves problemas na educação.
Já passou da hora do governo repensar sobre os salários e os planos de carreira para os professores. Mas vamos deixar esse papo para uma outra ocasião, certo?
=)
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Livro: Para Ensinar Educação Física – Suraya Cristina Darido e Osmar Moreira de Souza Júnior

Olá!

Tem vídeo novo lá no canal do Youtube!

“Para Ensinar Educação Física: possibilidades de intervenção na escola” é um livro acadêmico, da área da Educação Física.

Para ensinar educação física: possibilidades de intervenção na escola.
Suraya Cristina Darido e Osmar Moreira de Souza Júnior
Papirus Editora – 2007

Hábitos de leitura dos professores

“Menos da metade dos professores de escola pública tem o hábito de ler no tempo livre” de acordo com pesquisa do QEdu.





O canal UnivespTv bateu um papo com o professor Edmir Perroti, da USP, a respeito dos hábitos de leitura dos professores. Edmir apontou possíveis problemas como a escassez de bibliotecas e falta de políticas de incentivo.




Quando penso a imagem do professor penso sempre em uma pessoa curiosa, que gosta de se informar, que é pesquisador e acima de tudo leitor.

Chega parecer estranho dizer que os professores não leem.


Em uma parte da entrevista o professor Edmir fala a respeito dos horários pedagógicos que temos nas escolas (no Estado chamamos de ATPC) e que esse cultivo do hábito de leitura deve ser incentivado também nesse horário e não somente pelo professor na sala de aula. 

Gostaria de expor minha visão anterior e atual desse ATPC. Quando ingressei no Estado eu imagina que o ATPC seria um momento de discussão, de debates pedagógicos, que eu iria ver muitos livros, apostilas sobre a mesa, que haveria troca de informação, conhecimento, enfim, seria como um grupo de estudos de uma universidade, porém quando comecei a frequentar a reunião percebi que não tinha nada daquilo que eu sempre imaginava. O ATPC não passa de uma reunião semanal, onde os professores não gostam de estar, não há debates pedagógicos, não há estudo, não há aprendizado. O que vi foram revistas do AVON e Natura passando de mão em mão, professores bufando querendo que a reunião acabe logo, professores saindo de fininho e indo embora, a coordenadora dando um texto para leitura e reflexão que é lido porcamente e nem ela mesma sabe dizer porque deu, enfim… Essa é a visão que tenho do ATPC.
A escola que estou hoje tem também esses mesmos professores que ficam bufando, passando revistas, reclamando do oficio, mas tem um grupo gestor que tenta trazer ao menos debates sobre problemas da escola que precisamos solucionar.
Diante de tamanha falta de interesse desses professores, tento imaginar como o grupo gestor vai tentar incentivar o hábito da leitura nesse espaço. 
São poucos os professores que trabalham por amor a profissão, muitos reclamam, se mostram insatisfeitos, desmotivados e não estão nem aí para nada. Porque ganham pouco não buscam se atualizar, se valorizar, participando de cursos, congressos, seminários, palestras, nem nada disso e ainda riem dos que fazem. Afinal, tanto faz “essa molecada não entende nada mesmo”.


Enfim, não pretendo ficar discutindo a respeito da postura em sala de aula, mas sim da postura de professor leitor.

Eu sempre busco perguntar para meus alunos o que eles estão lendo, indico livros, revistas, mangás, gibis, etc, essa é uma forma que encontrei de tentar incentivá-los a ler. Sempre peço indicações de livros, discuto sobre determinada série famosa e tento mostrar para eles que a leitura é um valor. Valores nós escolhemos, se para mim, ler não é um valor, não agrega em nada, então esse hábito não terá sentido e provavelmente algo que seja mais atrativo ganhe valor e entre como substituto da leitura. Acredito que essa proximidade com o aluno cria laços afetivos que fazem com que ele se identifique com o que eu falo e faço.

Eu tenho um pouco de dificuldade de trabalhar mais com a leitura e de incentivar esse hábito, pois a minha sala de aula é a quadra. Enfrento muita dificuldade de fazer com que os alunos parem para me ouvir. Muitas vezes quando começo uma explicação ou um debate os alunos ficam me interrompendo perguntando sobre a quadra, a bola, o futebol e não prestam atenção. Por isso, sempre que tenho a oportunidade de conversar com os alunos eu paro para bater papo, seja no páteo, na entrada, se vejo alguém com livro vou logo ver qual é, pergunto como está a leitura, se ele me indica o livro, já indico alguns, pergunto para o amigo que está perto se ele não lê, por que não e assim vou tentando conversar sobre livros com eles.

Infelizmente a biblioteca da escola está fechada por falta de funcionários, então fica complicado trabalhar com livros na sala de aula.


Me vejo como um espelho para eles. Se quero que meus alunos sejam leitores, como posso me dar ao luxo de não ler? Por isso tento sempre mostrar para eles o que estou lendo, para que eles percebam que eu leio e que leio sempre, todos os dias.

Uma das coisas que o professor Edmir disse durante a entrevista que eu concordo fielmente é que ao escolher a profissão de professor, ler se torna uma atividade obrigatória, deixa de ser uma questão de escolha do indivíduo. É uma questão profissional, que envolve o outro, não é individual, portanto é essencial.




Escolhi essa profissão por amor e a ela dedico grande parte da minha vida. Faço não por obrigação, mas por prazer, prazer em aprender, melhorar, crescer e poder passar o melhor para eles.

E vocês, o que pensam a respeito dos hábitos de leitura dos professores?



Você cola na prova?

Essa semana pensei muito a respeito desse assunto. Na aula de Psicologia Construtivista o professor estava explicando sobre Moralidade Heterônoma e Moralidade Autônoma e logo associei o tema com a cola nas provas.
Eu sou professora da rede pública e vejo em algumas atividades que os alunos da 8ª série me entregam a dificuldade deles com a escrita e compreensão de textos. Mas o que isso tem a ver com a cola? Bem, meu raciocínio segue a seguinte linha:
Sou estudante, tenho dificuldades, não entrego as atividades, passo a aula toda usando o celular escondido do professor, mas o Governo disse que irei passar de ano mesmo assim e assim vou passando. Quando finalmente me formo no Ensino Médio procuro por uma universidade privada para concluir meus estudos, já que na universidade pública as chances de ingresso são mínimas, uma vez que mal sei escrever. Para passar no vestibular apenas faço uns X nas questões, pago o boleto de matrícula e pronto! Não tem problema errar 80% da prova, o importante é pagar a matricula e as mensalidades. Lá na “facul” eu vou aos trancos e barrancos, a galera é firmeza e coloca meu nome nos trabalhos mesmo sem eu ter feito nada, não estudo para as provas e nunca leio os textos que os professores indicam, esses textos tem muito blá blá blá que não vou usar nunca na minha vida, não vou perder tempo com eles. Nas provas uso meu celular escondido para colar, jogo a borracha no colo da minha colega e peço em desespero que ela passe as alternativas que assinalou e mesmo com algumas DP’s eu consigo me formar. Minhas dificuldades básicas de português e matemática não foram sanadas na faculdade, continuo escrevendo mal, tendo preguiça de estudar e sempre arrumo um “jeitinho” para conseguir as coisas.
Tudo bem né?  Afinal, quem não cola não sai da escola. Trapacear assim não é tão ruim.
Quando eu estiver lá no meu trabalho o “Word” irá me indicar as palavras que escrevi errado e pronto! Ninguém vai perceber que não sei escrever corretamente as palavras. Beleza! Estou salva!

Concorda? Provavelmente sua resposta foi “sim”.
Opa! Mas e se eu te disser que me formei em Pedagogia e irei dar aulas para seu filho na escola? Sou eu que irei alfabetizar seu filho, irei tirar suas dúvidas, ensiná-lo sobre tudo o que ele me perguntar na aula, corrigir seus trabalhos, verificar seus erros de português (que provavelmente são como os meus) e ajudá-lo a criar o hábito da leitura, que eu mesma não tenho.
E agora, o você pensa a respeito? Talvez algora você esteja pensando: “Quem faz faculdade para ser professor não pode ser assim”, mas vou te dizer, o curso está cheio de pessoas assim.
E digo mais. Essas pessoas irão se formar, irão ser contratadas pelo Estado para dar aulas para seu filho, irão “alfabetizar” seu filho, que com um professor despreparado irá ter dificuldades, irá escrever errado, não será corrigido corretamente, não será estimulado a estudar corretamente, não será estimulado a ser um leitor, irá passar de ano sem reprovar (porque o Governo não quer que ele reprove, mesmo sem saber nada) , irá entrar para a faculdade, passará por tudo o que falei mais acima e o círculo vicioso da educação precária no país estará fechado, girando e girando sem parar.
E se eu me formasse engenheira e você me contratasse para fazer a sua casa e ela caísse em cima da sua família por estar mal estruturada e calculada?
É sobre isso que penso a respeito da cola nas avaliações. Ela vai muito além de só ser uma besteirinha para passar, uma ajudinha sem problemas. Quem cola passa de ano sim, mas será que se torna um bom profissional? Um profissional responsável?
Se fui negligente com a minha educação, como serei com a dos outros?
E foi aí que associei com o que o professor falava sobre a autonomia, da consciência de compreender as consequências de determinados atos e entender quais são os resultados disso.
Percebi que grande parte das pessoas está na fase da Moralidade Heterônoma, onde o indivíduo cumpre as regras por medo de ser punido e os que não cumprem, quando são pegos colocam a culpa nos outros e nunca neles mesmos, e nesse caso colocariam a culpa no Governo, que não lhes ofereceu uma educação de qualidade. Qualidade essa que não prezei quando fiz a minha faculdade para me formar professora e que agora estou reproduzindo essa “qualidade” nas escolas.
Olha que loucura!
Quando paro para refletir a respeito sinto medo do que vem por aí. A coisa tomou uma proporção tão absurda que a tendência é que a qualidade do ensino vá caindo cada vez mais e mais.
Não sei qual será minha reação quando abrir os jornais e ler notícias que falem que no kit escolar teremos calculadoras para que os alunos não precisem mais realizar operações apenas com a máquina chamada cérebro; que o lápis, borracha e caderno não serão mais utilizados na escola e que todos os alunos irão usar somente computadores para escrever, praticamente extinguindo a escrita a mão; que as avaliações não serão mais necessárias, já que o aluno não reprova mais de ano mesmo; que vem chegando os livros do Machado de Assis “traduzidos” para alunos sem capacidade de usar o dicionário… Oops! Essa já saiu na folha de São Paulo!


E vocês, o que pensam a respeito?

Facilitando a leitura ou o assassinato de um clássico?

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Só hoje me deparei com uma matéria que achei que fosse somente boato quando ouvi pela primeira vez. Resolvi navegar por blogs e páginas de canais literários até que vi um comentário sobre a notícia e cliquei no link.
Minha primeira reação foi ler a notícia 3x, pois achei que não tinha compreendido de fato o que estava sendo noticiado, mas eu entendi sim, estão querendo assassinar obras clássicas.
Bom, para quem ainda não entendeu o que estou falando eu vou fazer um breve resumo: A senhora Patrícia Secco quer descomplicar as obras de Machado de Assis, trocando as palavras “difíceis” que ele usa em seus textos por palavras mais comuns e simples de se entender, com o objetivo de que os jovens se interessem pelos livros do autor. (ps: ela pretende fazer isso com outros livros de outros autores clássicos também como José de Alencar, por exemplo)
O que mais me deixa irritada e indignada com essa situação é o fato de que ela irá lançar um livro “versão” de uma obra de Machado de Assis dizendo que é Machado de Assis, e não é!
Se o problema é que as pessoas não gostam de ler Machado de Assis, pra mim já ta resolvido. Eu nunca li Machado de Assis e não me sinto pior ou melhor por isso. Tentei uma vez quando era adolescente e realmente não curti, porém colocar palavras mais simples no texto não vai fazer com que as pessoas se interessem pelo enredo.
Machado de Assis é assim e ponto. Não temos que mudar as palavras de sua obra para que ele se torne queridinho entre os jovens. Mas Patrícia não pensa assim né? Uau!!! Trocaram a palavra “sagacidade” por “esperteza”. Pronto! Resolvido o problema, agora todos vão ler Machado de Assis e amar! #SQN
Além desse assassinato a obra dele, outro ponto que me deixa indignada é o fato da nossa sociedade querer facilitar TUDO para o jovem. Poxa, se tem 5 palavras que eles não conhecem em cada frase, eles precisam ler sim essas palavras, procurar os significados no dicionário e assim aumentar seu repertório linguístico. Esse não é um dos objetivos da leitura? Aumentar meu repertório de palavras? Fazer com que a pessoa descubra coisas e palavras novas é uma das coisas que o livro proporciona. E porque estão achando que temos que facilitar? Gente, o jovem recebe hoje tudo mastigado, temos que interpretar por ele e lhe entregar a informação pronta, temos que facilitar sua vida tirando do caminho as dificuldades, agora vamos facilitar a leitura de clássicos para que eles possam ler?
PARA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!
Não é possível que um projeto desses receba apoio. Cadê o governo para barrar esse absurdo?
Estamos formando um bando de jovens coxinhas, retardados, que não sabem interpretar, criticar, opinar e agora que também não sabem ler palavras “difíceis”. É por isso que vemos hoje nas universidades um monte, um monte mesmo, de jovens semi analfabetos tentando cursar uma faculdade sem o mínimo de preparo.
Se o cara não quer ler Machado de Assis, não gosta de ler Machado de Assis e está pouco se fodendo pro Machado de Assis, deixa ele ler o que ele gosta, deixa ele adquirir o hábito da leitura para inserir em sua vida obras mais “complexas”, de leituras mais “difíceis”, deixa ele descobrir esse mundo através de outros autores. Não é “traduzindo” uma obra clássica que iremos aumentar o número de leitores. Talvez muita gente leia sim esse livro “traduzido”, porém não estarão lendo Machado de Assis de verdade, o que torna o objetivo do projeto uma grande idiotice.

E você, o que pensa sobre isso?

Ficou interessado na matéria? Ela é da Folha de São Paulo é só clicar para ler.




Update!
Li mais algumas matérias que saíram depois e achei que os depoimentos da Patrícia só pioraram a situação.
Para o Estado de São Paulo ela disse:

depoimento 1

Como diria nosso filósofo João Cleber… Para! Para! Para! Para! Para! Para!!!!
Minha empregada doméstica não sabe quem é Machado de Assis, aí você deduz que ela não conhece porque é difícil de ler, então você “traduz” a obra, deixando mais simples (já que essa pobre doméstica não é capaz de compreender as palavras que estão na obra original), subestimando a capacidade de compreensão dela. É isso dona Patrícia?

Ah! Calma! Ela ainda acrescenta o seguinte…

depoimento 2

Tive a ligeira impressão de que ela está duvidando da capacidade de compreensão do  Sr. José, o eletricista.
Não acho que ele não possa ler, mas se a obra foi escrita assim o Sr. José precisa ler a obra assim. Porque vou modificar o que está escrito, deixando mais simples? José não é capaz de usar o dicionário quando for preciso? José não pode aprender palavras novas?
Porque nivelar para baixo a leitura? O José precisa progredir para ler e compreender Machado e não a obra se simplificar para que José leia tranquilamente.


O Danilo Venticinque publicou uma matéria na Época dizendo que estamos fazendo uma choradeira, que isso será bom e que essa obra não irá impedir que os alunos aumentem seu vocabulário. Ele bate na tecla de que os jovens esbarram com palavras difíceis e largam o livro e recorrem a resumos. Bom, porque então estamos obrigando os jovens a ler livros que eles não querem? Porque todos os anos vemos os mesmos livros no vestibular?


O José Maria e Silva do Jornal Opção cortou pra 18 e falou poucas e boas! Uma ótima matéria, vale a pena ler!


Eu estou com Zé Maria e não abro! Dona Patrícia está fazendo caquinha sim!
E você, o que achou?